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A arquitectura do Pavilhão de Portugal apresenta-se como regra marcada pela simetria, proporção, axialidade, estabilidade, obstinado rigor… uma arquitectura resolvida.

Como nos podemos (queremos) relacionar com este edifício?

Como dar unidade imagética e estrutura de suporte entre o todo e as partes?

Como interpretar, desenhar o indefinido?

Como é que o mesmo desenho consegue abarcar enfoques variáveis?

A única solução viável para criar uma, a matriz coerente foi a escolha do material em torno do qual se desenvolveu o projecto.

O material é conceito e síntese.

 

Desenhar esta exposição foi escolher o material.

 

Material: aglomerado de cortiça expandido, permite explorar

- diferentes soluções formais e funcionais: interior/exterior, parede/pavimento, equipamento,

- sistemas de fixação diversificados: acoplagem, empilhamento, encaixe, colagem

- facilidade  de montar/desmontar

- versatilidade: moldável, denso, espesso, leve

- sustentabilidade:  natural e ecológico, 100% reciclável (em placa ou regranulado de cortiça); 100% nacional

-  Garantia de viabilidade económica do projecto, através da reutilização de 100% do material pelo fornecedor findo o evento (ver em anexo carta de intenção de Amorim Isolamentos, S.A.)

 

Núcleo Países

Partindo do conceito de vazio entendido como espaço “em negativo”, desenvolve-se para este núcleo uma articulação de grandes massas escavadas e geradoras de vácuos. A natureza desta grande área de exposição é caracterizada pelo conjunto de espaços que, sendo alugados, serão geridos programaticamente de formas diferentes.

Propõe-se a construção de um sistema de paredes compostas por módulos de aglomerado de cortiça expandida, que delimitam áreas abertas as quais, sendo infra estruturadas (quadro eléctrico autónomo, tomadas, pontos de luz), permitem ao utilizador “habitá-lo” sem condicionantes. Por outro lado, a utilização de elementos modulares pré-fabricados permite desenhar áreas de formas e dimensões variáveis criando projectos individualizados.

A cota dos alçados desta estrutura é de 2 metros, permitindo a este volume enquadrar-se no espaço preexistente de forma unívoca garantindo por um lado a uniformização do conjunto (que albergará variantes expositivas) e a preservação de uma leitura do espaço envolvente, caracterizado por uma escala gigante.

Pontos de fuga visual (pequenas escadas que dão acesso ao topo da estrutura), localizados ao longo do percurso, permitem criar momentos de desafogo visual e de percepção mais ampla…  como se tratasse de uma grande maqueta em cortiça à escala 1.1. 

 

núcleo Portugal, núcleo Universidades, núcleo Arquitectos convidados

…A projecção das linhas perimetrais das sancas dos tectos, delimitam áreas expositivas dentro das quais se desenham suportes que permitem uma variação de interpretações formais.

Bancadas maciças em aglomerado de cortiça expandida permitem uma modelação por corte, que confere volumétrica e cromaticamente uma presença bruta, qual metáfora do basamento que sustenta os vários projectos apresentados.

As proporções e escalas dos espaços propostos para acolher este núcleo -  estruturado em “dois momentos distintos mas confluentes” -, sugere-nos uma materialização baseada na proporcionalidade de escalas entre suportes e espaços, mantendo a autonomia entre exposição e contentor através de uma assumida “margem de erro” – as bancadas são desalinhadas em si mesmas, entre si e na relação com a ortogonalidade do espaço. 

As bancadas infraestruturadas possibilitam uma utilização variada – mesa de luz, suporte para vídeo, desenhos, maquetes, fotografias, documentos.

 

Núcleo Paisagens

A utilização de uma área preexistente, fruto de uma alteração ao projecto inicial resultando num vazio inoportuno, revelou-se matéria de reflexão. A possibilidade de integração deste espaço no conjunto do percurso pareceu-nos uma oportunidade interessante de devolver ao edifício a sua utilização. Integrar esse vazio, reanimá-lo tornando-o oportuno através do projecto, é per si um exercício inserido no contexto geral da Trienal.

A sua localização junto ao pátio permite igualmente articular, o núcleo Paisagens no contexto geral do percurso expositivo.

A manipulação deste espaço resulta na justaposição de dois contentores com recurso a dois módulos suspensos, que se complementam entre si. Um grande volume de cortiça expõe-se ao pátio exterior, plano de fundo, encenação  da única árvore existente.

No seu interior – sem ligação visual com o exterior – cria-se o ambiente que permite fruir a experiência multimédia proposta no programa preliminar.  As características de isolamento acústico do material e a formalização de espaços desnivelados sublinham as duas ambiências distintas: “contentor de formas e fórmulas” e “contentor de ideias” suspenso! 

No seu exterior a presença volumétrica e cromática marca a relação de in-oportunidade deste elemento no espaço arquitectónico envolvente.  

 

 

equipa  team

Projecto

2006

Promotor

Ordem dos Arquitectos

Localização

Lisboa, Portugal

 

Arquitectura

Arquitectos

Francisco Vieira de Campos + Cristina Guedes

Equipa de Projecto

Adalgisa Lopes, Ana Fernandes, Ana Matias, António Ferreira, Cristina Maximino, Diogo Laje, Nelson Cambão, Odete Pereira, Óscar Ribas, Ricardo Cardoso e Vânia Maia

Project

2006

Promotor

Order of Architects

Location

Lisboa, Portugal

 

Architecture

Architects

Francisco Vieira de Campos + Cristina Guedes

Project Team

Adalgisa Lopes, Ana Fernandes, Ana Matias, António Ferreira, Cristina Maximino, Diogo Laje, Nelson Cambão, Odete Pereira, Óscar Ribas, Ricardo Cardoso e Vânia Maia


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